Diga não ao estresse e à fadiga adrenal alimentando-se corretamente
estresse x alimentação
DIGA NÃO AO ESTRESSE E À FADIGA ADRENAL ALIMENTANDO-SE CORRETAMENTE
Se o estresse permanente já é terrível, que dirá a fadiga adrenal. O que é isso? Imagine o estresse físico ou emocional potencializado, gerando, além de tudo, um desequilíbrio hormonal. A fadiga adrenal é uma desordem que faz com que as glândulas supra renais - responsáveis por como o organismo lida com todo tipo de estresse - funcionem abaixo dos níveis ideais. Um problema que pode afetar qualquer pessoa que viva permanentemente estressada e que não faça uso de alimentação adequada. Esse assunto foi um dos temas do 4º Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na Fecormercio, em São Paulo.
As glândulas supra renais são responsáveis pelo organismo lidar com o estresse seja físico, emocional, psicológico, térmico ou de outro tipo, através de hormônios que regulam a produção e armazenamento de energia, frequência cardíaca, tônus muscular e outros processos. Qualquer pessoa pode desenvolver a fadiga adrenal em algum estágio da vida. Uma doença, uma crise emocional, como a perda de um familiar ou uma separação, o estresse contínuo podem fazer com que a supra renal não consiga dar conta de produzir hormônios adequadamente.
Além da dieta inadequada, há fatores, como ter uma doença crônica (asma, bronquite, por exemplo), sofrer muita pressão e dormir pouco, que podem predispor à fadiga adrenal. Mas não pára por aí: ela pode acarretar desordens mais severas como alergia, baixa imunidade e obesidade. Embora muito prevalente nos dias de hoje a fadiga adrenal é, geralmente, ignorada pela comunidade médica.
Os principais sintomas são fadiga (não aliviada por um bom sono); dificuldade em levantar-se da cama de manhã; ter a sensação de que tudo é muito difícil e um grande desafio; não conseguir se recuperar de situações estressantes ou de doenças, como ficar resfriado por semanas; ter necessidade de sal e açúcar; achar que o melhor horário para o sono é entre 7h e 9h; ter a energia diminuída entre 14h e 17h; e se sentir mais bem disposto após às 18h.
A alimentação tem uma função importante nesses casos. E também podem utilizadas técnicas de relaxamento, como ioga e meditação, além de terapia analítica e exercícios físicos, que auxiliam no controle do estresse.
COMO A ALIMENTAÇÃO AJUDA NO COMBATE À FADIGA ADRENAL
- Fazer várias refeições por dia: a primeira sempre antes das 10h.
- Utilizar sal de forma liberada, já que na fadiga adrenal o paciente tem perda de sódio.
- Sempre misturar proteínas, carboidratos e boas gorduras nas mesmas refeições.
- Mastigar bem os alimentos: a função digestiva é mais baixa nos pacientes com esse problema.
- Evitar carboidratos de alto índice glicêmico, que elevam rapidamente a glicose, já que uma hora depois haverá queda dos níveis de energia. O melhor é usar carboidratos complexos, que manterão os níveis de energia por mais tempo.
- Não consumir açúcar, doces, sobremesa, gordura hidrogenada, fritura e bebidas estimulantes, como café, refrigerantes à base de cola e outros estimulantes, especialmente pela manhã para elevar a energia durante o dia.
- Alimentos a que se tem sensibilidade alimentar devem ser retirados: eles impõem ainda mais estresse sobre o organismo, favorecendo a fadiga adrenal.