Como manter a forma nas viagens de férias?
Quem passa boa parte do ano sonhando com a viagem nas férias e procurando perder uns quilinhos extras deve tomar alguns cuidados para não voltar com problemas de excesso de peso - não nas bagagens, mas na cintura. Escapadas para provar as delícias locais podem ser compensadas com uma alimentação saudável na maioria das refeições.
Com o tempo em disparada, o final de ano já se aproxima, e isto, para muitos, é sinônimo de férias e das tão sonhadas viagens. No entanto, para os que passaram boa parte do ano tentando perder alguns quilos e melhorar a forma, as viagens podem significar justamente o retorno das gorduras que levaram meses para desaparecer ou, ao menos, diminuir. Como evitar que isso aconteça? Como não recuperar tudo o que se havia perdido (com tanta persistência) nas viagens de fim de ano?
Em geral, quem viaja deseja quebrar a rotina, o que envolve não se preocupar com o que comer, com o que vestir, com horários... E para muitas pessoas, quebrar a rotina significa provar de tudo, se permitir comer doces, aproveitar os momentos para fazer o que não se tem coragem no dia-a-dia, ceder às tentações causadas pelos pratos e comidas diferentes. É por isso que uma ida (ou retorno) antes da viagem ao nutricionista pode ajudar a equilibrar o encanto da viagem, o prazer de comer, a qualidade da alimentação e a manutenção da boa forma. Ainda que não seja possível montar cardápios específicos para cada destino de viagem, pois muitas vezes não se sabe exatamente como é a culinária de lá, é possível obter algumas orientações gerais.
Em primeiro lugar, o paciente não pode ser privado de provar alguns pratos ou bebidas que fazem parte da cultura local. Mas isso tem de ser feito com bom senso e parcimônia: no dia em que comer um prato típico mais pesado, a pessoa deve procurar não beber. E vice-versa. Em todos os lugares do mundo, há opções de alimentos mais saudáveis que devem contrabalançar os experimentos gastronômicos próprios de uma viagem. Na maioria das vezes, as pessoas engordam nas férias porque não conseguem esse equilíbrio.
Exceções abertas para o conhecimento, uma vez ou outra, das comidas e bebidas locais, o ideal é que as pessoas tentem manter nas viagens a alimentação que tinham antes, no dia-a-dia. É essencial iniciar o dia de maneira correta, com um bom café da manhã, no qual devem ser priorizados pães integrais, frutas, sucos de frutas, cereais à base de milho ou integrais, frios magros, ovos (desde que não sejam feitos na manteiga ou na margarina). E devem ser evitados (ou ingeridos em pequena quantidade) os pães “brancos”, tipo francês, croissants, pães doces, cereais com açúcar, waffles, biscoitos amanteigados etc.
Muito procuradas neste final de ano, as viagens para o Nordeste podem ser uma “faca de dois gumes”, dependendo de como o viajante se comporta. Existe a facilidade de se encontrar opções saudáveis como peixe, tapioca, frutas, sucos de frutas, água de coco, entre outras. Mas se a pessoa ficar comendo peixe frito, usando as frutas só nas caipirinhas e trocando a água de coco pela cerveja na praia, a dieta vai por água abaixo... Mais uma vez deve prevalecer o bom senso diante das inevitáveis escapadas: se escapar todos os dias, o ponteiro da balança certamente vai subir.
Por falar em escapadas, um item importante para os viajantes que não querem voltar com “excesso de peso” é o consumo de bebidas alcoólicas. De novo, a velha (e boa) recomendação: moderação. O álcool é fonte de calorias vazias, não agrega nada ao organismo do ponto de vista nutricional. Pelo contrário: é uma das maiores toxinas a que estamos expostos. No seu metabolismo, são gastas muitas vitaminas do complexo B, responsáveis pelo melhor aproveitamento dos alimentos e por produção adequada de energia.