17.out.2014

Metabolismo – entenda como funciona e o que fazer para melhorar o seu!

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O metabolismo acontece principalmente nos músculos e no fígado – este porque eles concentram grande parte das células produtoras de energia que são chamadas de mitocôndrias. Estas células são responsáveis por um maior ou menor gasto energético. Já no tecido de gordura não existem estas células, existem células adiposas que armazenam energia me forma de gordura. Portanto a quantidade de musculo de uma pessoa está diretamente relacionada ao seu gasto energético e metabolismo. De qualquer forma não se pode afirmar que as pessoas magras apresentam o metabolismo mais acelerado, o mais comum é que de fato apresentem, e que dessa forma, pessoas que são magras tendem a ter um metabolismo mais ativo, mas isso não é regra! Não só da quantidade de musculo e gordura depende o metabolismo, mas também do estilo de vida de cada um incluindo alimentação, exercício, trabalho, fatores psicológicos, qualidade de sono, etc…
A maioria das pessoas pensam que emagrecer só é possível se reduzirmos as quantidades de calorias da dieta e isso não é real. Para emagrecer é necessário nutrir adequadamente o corpo pois somente com o corpo bem nutrido, o metabolismo funciona de verdade. A atenção ao consumo calórico é sim importante para emagrecer, mas não apenas isso. Um outro fator contribuinte a ser considerado é: uma redução muito intensa da sua ingestão calórica padrão, pode acarretar, em algum momento em uma alteração negativa do metabolismo. Isso se dá pois poucas calorias ingeridas de forma errada geram perda de massa muscular, reduzindo , desta forma, o metabolismo corporal. Buscar por equilíbrio e nutrição adequada é a melhor forma de aumentar o metabolismo e emagrecer. O corpo tende a se acostumar com seu consumo calórico médio. Portanto se você passa muito tempo ingerindo poucas calorias durante o dia, a tendência é o corpo se adaptar a este baixo consumo calórico e acabar gastando menos energia.
Para que o metabolismo fique ativo, esperto e para que não ocorra redução da massa magra, que é super importante para a manutenção da taxa metabólica alta, é preciso dar atenção a alguns fatores:
- Comer saudável e de forma adequada as necessidades (um nutricionista funcional pode ajudar).
- Não dormir com fome – jatar leve e saudável ou lanche leve e saudável no final do dia mantém o metabolismo trabalhando. A hipoglicemia acontece quando ficamos muito tempo sem comer e isso reduz a taxa metabólica e pode causar perda muscular.
- Não pular refeições – Quando ficamos muito tempo sem comer, o corpo entende que não estamos ingerindo comida suficiente. Por isso, o organismo acaba estocando gordura extra para suprir os momentos de jejum e diminuindo o metabolismo para que não gastemos calorias que não repomos.
- Beber bastante água – Não beber água o suficiente pode te deixar com a sensação de cansaço e com o metabolismo mais lento. Estudos mostram que pessoas que tomam mais de 12 copos de água por dia queimam mais gordura do que pessoas que bebem apenas 4 copos.
- Comer verduras e legumes – São alimentos que exigem maior gasto energético para serem digeridos portanto melhoram a taxa metabólica. Além de serem ricos em nutrientes que modulam as funções metabólicas.

16.out.2014

O que você sabe sobre a gelatina?

gelatina

Muita gente acredita que a gelatina é uma grande aliada nos momentos de dietas mais rígidas, correto? E que além disso, ela também é útil para fortalecer pele, unhas e cabelos e combater a flacidez graças ao colágeno presente em sua fórmula. Será que isso tudo é verdade? A gelatina é uma substância translúcida, incolor e inodora, obtida através do tecido conectivo de animais. É um tipo de proteína derivada da hidrólise parcial do colágeno, em que as ligações moleculares naturais entre fibras separadas de colágeno são quebradas, permitindo o seu rearranjo dentro do organismo. Ela funde com o calor e solidifica quando o calor cessa. Misturada com água a gelatina forma uma solução coloidal. A questão é: a versão que encontramos nos supermercados, possui muito açúcar e conservantes e muito pouco de proteína. A gelatina de mercado é uma mistura de corantes artificiais, conservantes, açúcar, adoçante e contém a proteína e colágeno em quantidades muito baixas, não apresentando efeitos benéficos para pele e flacidez. Portanto, é importante ter cautela no uso desta gelatina industrializada, principalmente com crianças, pois contém muitos aditivos, pode conter alta quantidade de açúcar se for a opção comum ou de edulcorantes no caso das opções diet e da light. Uma boa forma de se conseguir uma gelatina mais saudável é utilizar a opção sem sabor ou o agar agar em pó – que é uma gelatina vegetal retirada de algas marinhas; a partir daí, você pode dar sabor utilizando sucos naturais e/ou frutas picadas. Lembrando que ela passa a ser uma sobremesa de melhor qualidade, porém continua sem grandes efeitos na pele ou flacidez.

15.out.2014

Hábitos que impedem a perda de peso (parte 3)

habitos final

Muita gente, mesmo se esforçando, tem dificuldade para eliminar aquelas calorias a mais. Você mantém uma alimentação regrada, se exercita, faz tudo certo, mas… Não consegue emagrecer? Já pensou que isso pode estar sendo provocado pela prática de alguns hábitos aparentemente totalmente inofensivos? Aqui vão nossos últimos exemplos do que parar de fazer já!
8) Esquecer de beber água:
Beber bastante água ao longo do dia contribui para sensação física de saciedade e para dar um “UP” no metabolismo, fazendo com que se gaste mais energia e assim favorecendo a perda de peso. Além disso, a água contribui para o bom funcionamento intestinal e também dos rins, eliminando as toxinas e evitando a retenção de líquidos/inchaço.
9) Achar que um diazinho de preguiça sem atividade física não tem importância:
Faltar a academia no dia em que está doente ou que tem uma reunião de trabalho inesperada não quebra o ritmo da atividade. Mas ficar de preguiça e encontrar sempre uma desculpa para não treinar pode ser fatal! Este episódio pode iniciar um ciclo vicioso de falta de disposição e motivação mental e a cada dia fica mais difícil retomar… Então, xô preguiça!!!
10) Apenas beber sucos de fruta ao invés de comer as frutas:
Ao comer a fruta in natura o organismo recebe um maior aporte de fibras, o que associado à mastigação, favorece a saciedade. A liberação de açúcar na corrente sanguínea ocorre de forma mais lenta se comparado à ingestão do suco, mantendo a energia por mais tempo. Além disso, para preparar um bom suco são necessárias porções maiores da fruta, o que o torna mais calórico.
11) Não descansar bem à noite:
Dormir mal ou poucas horas durante a semana atrapalha bastante quem precisa chegar ao peso ideal. A privação costumeira de um sono regenerador leva à alterações hormonais importantes para o controle do peso corporal. Substâncias que estimulam o apetite são produzidas em maior quantidade, enquanto aquelas que inibem o apetite são secretadas muito abaixo do que seria o normal, resultando em caos total: mais fome, mais vontade de comer, menos saciedade, menos controle sobre a ingestão de junk foods…

13.out.2014

Qual a melhor forma de adoçar?

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Adoçante, açúcar, mel, agave… Qual escolher dentre tantas opções? Conheça, abaixo, algumas das opções que temos hoje:

- Açúcar refinado (branco) – é obtido através de um processo de purificação ou refinamento do açúcar da cana. É o tipo de açúcar mais consumido no mundo, e por ser muito processado perde todas as vitaminas e minerais, resultando apenas em “calorias vazias”.

- Açúcar mascavo – é feito do caldo de cana recém extraído, o que torna o seu gosto parecido com o da cana. Ele não passa pelo processo de branqueamento, o que torna desnecessário o uso de aditivos químicos. Apresenta maior quantidade de cálcio, magnésio, fósforo e potássio.

- Açúcar demerara – obtido por um leve processo de purificação do açúcar da cana, porém não recebe aditivos químicos como o açúcar refinado. Mantém teores de minerais da cana semelhante ao açúcar mascavo.
Agave – é um adoçante natural obtido através de uma planta mexicana, apresenta poder adoçante 3 vezes maior que o açúcar branco, e ainda possuí baixo índice glicêmico, logo não causando pico de glicose no sangue. É rico em minerais como ferro, cálcio, potássio e magnésio, e é menos viscoso que o mel, sendo dissolvido mais facilmente.

- Stévia – é um adoçante produzido a partir de uma planta e seu poder adoçante pode chegar de 70 a 400 vezes superior ao açúcar branco. Dentre seus benefícios destaque-se não conter calorias, a inibição da formação de cáries dentais, e ainda pode ser usada para fins culinários. Tem um gosto amargo, mas é o único indicado para grávidas e crianças.

- Sucralose – é um adoçante produzido a partir da cana de açúcar e apresenta poder adoçante 600 vezes maior que o açúcar comum. Não contém calorias, e pode ser usado até em altas temperaturas. É aprovado para o uso de gestante. Mas fiquem atentos pois a sucralose possui cloro na sua composição, logo vai competir com o iodo, sendo prejudicial para quem tem alteração na tireóide (hipotiroidismo). Além disso, ao logo do tempo, pode causar hipotiroidismo subclínico, ou seja, o excesso de uso desse adoçante pode causar sintomas de hipotiroidismo ou prejudicar a função da tireóide.

- Mel – é um alimento natural, feito por abelhas a partir de néctar de flores. É composto por 43%em média de frutose, sendo rapidamente absorvido e um alimento rico em minerais como selênio, manganês, zinco, cromo, alumínio.

- Melado – é obtido pela evaporação do caldo de cana ou a partir da rapadura, e pode ser definido como xarope de caldo de cana. Seu uso é indicado em casos de anemia e prisão de ventre, sendo riquíssimo em vitaminas e sais minerais. É um alimento completo e muito nutritivo.

E ai? Qual deles utilizar? Depende de cada caso e de cada indivíduo. O ideal é variar e rodiziar dentre as opções citadas. Treine seu paladar a se acostumar com menos doce possível!

10.out.2014

Intolerância a Lactose X Intolerância a Proteína do Leite de Vaca

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Você conhece as diferenças entre a intolerância a lactose e intolerância a proteína do leite? Atualmente é comum encontrar pessoas excluindo a lactose da dieta com o intuito de emagrecer e beneficiar saúde. Mas temos observado grande falta de entendimento quando falamos em excluir o leite da dieta. Existe a Intolerância a Lactose e a Intolerância a Proteína do Leite e elas acabam sendo confundidas pelo fato de ter um alimento causador em comum, o leite. Mas são bem diferentes entre si e ambas necessitam de um diagnóstico e acompanhamento nutricional. A lactose é o açúcar do leite, diferente das proteínas que podem ser caseína e betalactoglobulina, por exemplo. A Intolerância à lactose ocorre porque o organismo não produz ou produz pouca quantidade da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose. A falta dessa enzima causa o acúmulo da lactose no intestino, onde atrai água e ocorre fermentação por bactérias, provocando diarréia, gases, cólicas e distensão abdominal; esses são sintomas que aparecem logo em sequência logo após o consumo do alimento, é fácil perceber. Já a intolerância ao leite de vaca se deve ao fato da proteína do leite ter característica inflamatória no organismo e isso pode ocasionar diversos sintomas que nem sempre são imediatos como alterações digestivas como a indigestão, gases, diarreia e intestino preso. Normalmente, nestes casos, essa proteína acaba agredindo as células do trato gastrointestinal e os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas também podem promover outros sintomas FORA do intestino como alterações na pele, acne, rinite, falta de energia e ansiedade acentuada. Além disso, é possível, em alguns indivíduos, o aumento acentuado da gordura em região abdominal. É importante entender que se a pessoa é intolerante a proteína do leite não vai adiantar nada comer os tais alimentos do mercado ” sem lactose” como queijos, leites, iogurtes, pois a proteína continua ali. Para retirar o leite e seus derivados é preciso avaliar a real intolerância e a real necessidade, neste caso, fazer exames corretos é o que irá trazer estas descobertas. Existem pessoas que podem apresentar intolerância a lactose e também a proteína. E aqui na clínica realizados um exame onde é possível identificar a intolerância a proteína do leite! No caso dessa intolerância a proteina do leite ser confirmada, existem hoje no mercado diversos tipos de leites vegetais como o de soja, amêndoas, arroz, leite de castanhas diversas, leite de coco, de quinoa… Estes também podem ser feitos em casa. Os leites alternativos como ovelha e búfala e seus derivados podem funcionar também como substitutos. Proteínas em pós a bases de vegetais garantem a necessidade e também o preparo de receitas que levam o leite como base.