31.out.2014

Dieta vegetariana

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Recebemos muitas dúvidas frequentes sobre a dieta vegetariana, e se ela seria ou não saudável e recomendável para qualquer um. De acordo com a American Dietetic Association(ADA) a alimentação vegetariana apropriadamente planejada é sim, considerada saudável. Quando nutricionalmente adequadas elas podem proporcionar benefícios a saúde incluindo prevenção e tratamento de doenças. Bem planejada a alimentação vegetariana é apropriada para indivíduos em qualquer fase da vida.
O que acontece é que muitas pessoas ao se tornarem vegetarianos excluem carnes, podendo também excluir leite e ovos e passam a comer de forma desbalanceada sem a orientação de um profissional. Nesta situação, realmente pode não ser interessante. Porém quando bem montada, seja de forma temporária ou continua, a dieta vegetariana pode agir muito positivamente no tratamento e prevenção de doenças cardíacas, redução de colesterol e pressão arterial, tratamento de quadros de inflamação intestinal como diverticulite, por exemplo, redução do risco de desenvolver diabetes, pedra na vesícula e canceres principalmente de colón e próstata.
Também pode ajudar a reduzir a perda óssea que tende a acontecer após a menopausa e já foram mostrados benefícios na saúde cerebral e redução de sintomas de fibromialgia.
Devemos considerar sempre que cada indivíduo é único, e o que é recomendado para um pode não ser indicado para outro. De forma que é sempre mais indicado que antes de optar por uma mudança radical em sua dieta, esteja em acompanhamento com um nutricionista. Dessa forma também é possível trabalhar com a dieta vegetariana de forma periódica em algumas pessoas com o objetivo de tratar e/ou prevenir problemas; e assim Inserir refeições vegetarianas de acordo com a característica e necessidade de cada um.
O mais importante que uma vez decidido a seguir uma dieta vegetariana, é que essa seja orientada e propriamente planejada exclusivamente para você! Como básico e necessário, uma dieta tradicionalmente vegetariana precisa de atenção no consumo de alimentos como cereais integrais que incluem os diferentes tipos de arroz (integral, vermelho, negro, selvagem), quinoa, aveia em diferentes formas, leguminosas que incluem todos os tipos de feijões, lentilha, grão de bico e ervilha. É também essencial desenvolver preparações com estes grãos para que a dieta fique diversificada. O consumo de folhas verdes escuro também é de suma importância, assim como a inclusão de nozes e castanhas bem como de sementes como chia, gergelim, girassol e abóbora.
A preocupação por ter preparações que unam estes grupos de alimentos acaba sendo necessária para garantir a boa nutrição de um indivíduo vegetariano.
Seja por valores, opção, saúde ou apenas uma fase de pratica, é legal que seja um tipo de alimentação orientada e acompanhada para se ter a garantia dos nutrientes e benefícios que comprovadamente ela pode trazer.

27.out.2014

Síndrome do comer noturno

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A Síndrome do Comer Noturno é conceituada como um atraso no ciclo biológico e do padrão alimentar que certamente decorre de uma mudança social e comportamental tendo como principal característica o excesso de fome noturna que se inicia normalmente no fim do dia; levando a um alto consumo de calorias neste período. Pesquisas recentes têm demonstrado uma possível relação entre essa síndrome com uma maior incidência de obesidade, diabetes e uma piora na qualidade de vida.
Acredita-se que os fatores que desencadeiam a Síndrome da fome noturna estão relacionados com alterações nas secreções endócrinas, como da melatonina. Sendo a melatonina um neuro-hormônio regulatório do ritmo sono/vigília e um baixo nível desse hormônio provoca dificuldades para adormecer ou se manter dormindo, assim como a má qualidade do sono e humor deprimido. Esse descompasso faz com que as pessoas percam o apetite pela manhã e ao longo do dia, e normalmente ocorre períodos de jejum prolongado, superior a 3 horas ou ausência de alguma refeição. Por isso muitas pessoas quando iniciam uma reeducação alimentar com o desejo de emagrecer queixam-se da dificuldade de controlar a alimentação no período noturno.
Com o desequilíbrio da fome e saciedade ao longo do dia, e o envolvimento com as atividades de rotina do trabalho não as fazem se interessar pelo ato de se alimentar. Quando a noite se aproxima, os ânimos se acalmam e vontade de comer se aflora pelo fato dos níveis hormonais estarem elevados, torna-se quase impossível evitá-los, e normalmente a vontade é por carboidratos como: pizzas, pães, doces, massas, entre outros.
Para minimizar os efeitos da síndrome do comer noturno:
Evite saltar refeições – Fracione bem a alimentação durante o dia e evite consumir alimentos com alto teor de gordura ou açúcar, prefira frutas, castanhas nozes para os intervalos e abuse da salada e consuma uma boa fonte de carboidrato como arroz integral ou batata doce ou quinoa em grão, e prefira carnes magras;
Horário de Alimentação – Tenha horários para se alimentar, evite ficar mudando muito os horários de comer;
Tenha alimentos saudáveis em casa – Isso é primordial: se só estocar em casa alimentos saudáveis, ao sentir vontade de comer você só terá acesso a este tipo de alimento;
Atividade física – Realizar exercícios físicos no final da tarde é uma excelente maneira de controlar o estresse, relaxa o corpo e a mente provocando uma boa noite de sono;
Evite beliscar – É preferível fazer uma refeição mais completa a comer pequenos lanchinhos a noite toda;
Evite o café, chá preto – é uma bebida estimulante devido a presença de cafeína e deve ser evitada na parte da tarde e principalmente a noite.
Lembre-se: controlar a alimentação noturna é muito importante para o sucesso do seu objetivo.

24.out.2014

Outubro rosa – alimentação e o câncer de mama

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OUTUBRO ROSA – O que é? Como surgiu? Pra que serve? Qual a mensagem? Como a alimentação contribui?
O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento iniciou nos Estados Unidos e com o tempo foi sendo aderido por diferentes países.
O objetivo é mostrar a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres em todo o mundo. Todas as ações são direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população, inicialmente as cidades se enfeitavam de laços rosa, principalmente em locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfiles de modas com sobreviventes de câncer de mama, entre outros eventos.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de uma tão nobre causa. Vamos aproveitar esse mês comemorativo para falar um pouco sobre como a alimentação e estilo de vida saudável são importantes para prevenção do câncer de mama. Mais importante que realizar o diagnóstico precoce, é prevenir as principais causas associadas.
O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete e mais mata mulheres em todo o mundo. A idade é um dos mais importantes fatores de risco. O aparecimento da doença aumenta rapidamente até os 50 anos. Após essa idade, ocorre de forma mais lenta, o que reforça a participação dos hormônios femininos na causa. A história familiar de câncer de mama está associada a um aumento no risco de cerca de duas a três vezes para o desenvolvimento da doença. Amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver a doença.

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados por medidas como: dieta saudável, prática de atividade física regular e manutenção do peso ideal.

Os componentes da alimentação mais associados à prevenção do câncer de mama são: ácidos graxos ômega 3, encontrado principalmente nos peixes como salmão e sardinha; fibras (frutas, legumes, verduras e grãos integrais) pois levam a diminuição de estrogênios bioativos no sangue, além da possível ação anticarcinogênica dos fitatos; vitaminas A, C, E, folato e selênio, principalmente pela defesa contra as espécies reativas de oxigênio, que são responsáveis por danos ao DNA; além dos fitoquímicos como lignana (linhaça), isoflavonas (soja), os isotiocianatos (crucíferos) e o dialilssufeto (alho, cebola, alho poró, cebolinha) agem de formas diferentes mas todos contribuindo para diminuição do risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Então, pratique atividade física, mantenha-se com peso adequado e cuide de sua alimentação, para evitar algo, que de fato pode ,muitas vezes, ser evitado! Só não esqueça que o acompanhamento com profissional capacitado é sempre a melhor opção.

22.out.2014

Alimentos afrodisíacos

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Será mito ou verdade que certos alimentos têm a capacidade em atuar sobre a libido e potência sexual de homens e mulheres?
Comprovações científicas sobre a ação afrodisíaca de um alimento específico de fato são escassas, mas muitos são os estudos realizados com os nutrientes e compostos bioativos a fim de justificar seus efeitos positivos no desempenho sexual. Tais efeitos são principalmente a modulação hormonal e a ação estimulante- esta última envolvendo tanto o sistema nervoso central quanto o circulatório.
O Zinco das ostras, castanhas e sementes tem grande importância na adequação dos níveis de testosterona e na produção de esperma, além de aumentar a performance muscular e o tempo de vida dos espermatozóides. A vitamina E do gérmen de trigo, óleos de linhaça, gergelim e macadâmia, estimula a produção de estrógeno, aumentando a libido.
Já a arginina dos cereais integrais e frutas oleaginosas promove vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo, levando mais nutrientes às células e reduzindo o risco de impotência. A feniletilamina, presente no cacau, ginseng e na catuaba é capaz de aumentar a disposição e a sensação de prazer. A serotonina, por sua vez, potencializa a sensação de bem estar; que muitas vezes está relacionada com o desempenho sexual.
Alguns alimentos termogênicos, como o gengibre, a canela, a noz moscada e as pimentas, aumentam a temperatura corporal e o metabolismo energético, o que também ajuda na libido!

17.out.2014

Metabolismo – entenda como funciona e o que fazer para melhorar o seu!

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O metabolismo acontece principalmente nos músculos e no fígado – este porque eles concentram grande parte das células produtoras de energia que são chamadas de mitocôndrias. Estas células são responsáveis por um maior ou menor gasto energético. Já no tecido de gordura não existem estas células, existem células adiposas que armazenam energia me forma de gordura. Portanto a quantidade de musculo de uma pessoa está diretamente relacionada ao seu gasto energético e metabolismo. De qualquer forma não se pode afirmar que as pessoas magras apresentam o metabolismo mais acelerado, o mais comum é que de fato apresentem, e que dessa forma, pessoas que são magras tendem a ter um metabolismo mais ativo, mas isso não é regra! Não só da quantidade de musculo e gordura depende o metabolismo, mas também do estilo de vida de cada um incluindo alimentação, exercício, trabalho, fatores psicológicos, qualidade de sono, etc…
A maioria das pessoas pensam que emagrecer só é possível se reduzirmos as quantidades de calorias da dieta e isso não é real. Para emagrecer é necessário nutrir adequadamente o corpo pois somente com o corpo bem nutrido, o metabolismo funciona de verdade. A atenção ao consumo calórico é sim importante para emagrecer, mas não apenas isso. Um outro fator contribuinte a ser considerado é: uma redução muito intensa da sua ingestão calórica padrão, pode acarretar, em algum momento em uma alteração negativa do metabolismo. Isso se dá pois poucas calorias ingeridas de forma errada geram perda de massa muscular, reduzindo , desta forma, o metabolismo corporal. Buscar por equilíbrio e nutrição adequada é a melhor forma de aumentar o metabolismo e emagrecer. O corpo tende a se acostumar com seu consumo calórico médio. Portanto se você passa muito tempo ingerindo poucas calorias durante o dia, a tendência é o corpo se adaptar a este baixo consumo calórico e acabar gastando menos energia.
Para que o metabolismo fique ativo, esperto e para que não ocorra redução da massa magra, que é super importante para a manutenção da taxa metabólica alta, é preciso dar atenção a alguns fatores:
- Comer saudável e de forma adequada as necessidades (um nutricionista funcional pode ajudar).
- Não dormir com fome – jatar leve e saudável ou lanche leve e saudável no final do dia mantém o metabolismo trabalhando. A hipoglicemia acontece quando ficamos muito tempo sem comer e isso reduz a taxa metabólica e pode causar perda muscular.
- Não pular refeições – Quando ficamos muito tempo sem comer, o corpo entende que não estamos ingerindo comida suficiente. Por isso, o organismo acaba estocando gordura extra para suprir os momentos de jejum e diminuindo o metabolismo para que não gastemos calorias que não repomos.
- Beber bastante água – Não beber água o suficiente pode te deixar com a sensação de cansaço e com o metabolismo mais lento. Estudos mostram que pessoas que tomam mais de 12 copos de água por dia queimam mais gordura do que pessoas que bebem apenas 4 copos.
- Comer verduras e legumes – São alimentos que exigem maior gasto energético para serem digeridos portanto melhoram a taxa metabólica. Além de serem ricos em nutrientes que modulam as funções metabólicas.